Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Cheques sem fundos chegam a R$ 5,3 bi

O ano de 2004 não começou bem para muitos brasileiros endividados e que insistiram em emitir cheques sem fundos. O número de cheques devolvidos no país aumentou 3,4% no mês passado, em comparação a janeiro de 2003, segundo a CheckOK, empresa nacional de verificação eletrônica de crédito. Dos 178,4 milhões de documentos compensados em janeiro, 9,7 milhões eram frios. (Leia Mais)

Quinta, 26 de Fevereiro de 2004 às 13:34, por: CdB

O ano de 2004 não começou bem para muitos brasileiros endividados e que insistiram em passar cheques sem fundos. O número de cheques devolvidos no país aumentou 3,4% no mês passado, em comparação a janeiro de 2003, segundo a CheckOK, empresa nacional de verificação eletrônica de crédito.

Dos 178,4 milhões de documentos compensados em janeiro, 9,7 milhões eram frios - 55 cheques em cada mil compensados não tinham fundos. No mesmo mês de 2003, foram devolvidos 53 cheques em cada mil compensados. A inadimplência aumentou 20,1% em comparação a dezembro de 2003, quando 45 em cada mil cheques voltaram.

Na comparação entre os meses de janeiro de 2004 e 2003, foi registrada alta da inadimplência em 19 Estados e no Distrito Federal. A Paraíba teve o pior resultado, com aumento de 77,2%. Mato Grosso do Sul (21,8%), Pernambuco (5,9%), Roraima (75,2%), Rio de Janeiro (1,9%), Rio Grande do Norte (29,7%) e Rio Grande do Sul (1,9%) registraram queda da taxa de inadimplência.

Em São Paulo, estado com maior volume de cheques compensados - com cerca de 70 milhões de documentos -, de cada mil cheques compensados em janeiro, 49 foram devolvidos por falta de fundos. Um resultado sem modificações se comparado com janeiro de 2003. Em 2004 o índice foi apenas 0,1% maior.

Por região

As cinco regiões do país apresentaram aumento da taxa de inadimplência: Região Norte, 16%; Centro-Oeste, 10%; Nordeste, 9,5%; Sul, 1,2% e Sudeste, 1%, na comparação entre os meses de janeiro de 2004 e 2003. Em relação ao mês de dezembro de 2003, também foi registrada alta em todas regiões: Norte, 14,6%; Centro-Oeste, 20,4%; Nordeste, 12,5%; Sul, 21,2% e Sudeste, 21,3%.

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