O juro ao consumidor continua em queda no primeiro mês de 2004. O cheque especial vem registrando sucessivos recordes de baixa e, neste mês, a taxa é a mais baixa desde o início da pesquisa feita pelo Procon-SP, em janeiro de 1995.
A pesquisa divulgada nesta quinta-feira, realizada entre os dias 4 e 5 de janeiro em onze bancos, mostra que a taxa média do cheque especial caiu 0,15 ponto percentual e está em 8,05% ao mês (153,32% ao ano). No empréstimo pessoal, a taxa é de 5,37% ao mês, 0,04 ponto percentual a menos do que em dezembro, o equivalente a 87,25% ao ano.
As reduções mais significativas na taxa do cheque especial foram feitas por BCN (9,5% para 8,1% ao mês), Santander/Banespa (de 8,3% para 8,2%) e Banco do Brasil (7,57% para 7,49%).
As maiores taxas para o cheque especial são cobradas pelos bancos Itaú e Unibanco, de 8,29% ao mês. As mais baixas são as dos bancos estatais Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil, de 7,49% ao mês.
No empréstimo pessoal, as maiores quedas foram promovidas pelo Santander/Banespa (5,7% para 5,6% ao mês), Bradesco e BCN ( de 5,69% para 5,61%) e Banco do Brasil (5,3% para 5,23%). A maior taxa é a do Banco Real, de 5,75% por mês. O menor juro é o da Nossa Caixa, o banco do governo de São Paulo, que cobra 4,1% ao mês.
Das onze instituições pesquisadas, seis diminuíram e cinco mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal. No cheque especial, sete bancos diminuíram e quatro mantiveram suas taxas.
Em dezembro, o Banco Central reduziu a taxa básica de juro da economia, a Selic, de 17,5% para 16,5% ao ano. Ou seja, ainda há uma grande distância entre o juro básico e o juro cobrado pelos bancos, que são de 87,25% e 153,32% ao ano, respectivamente.
O Procon recomenda aos consumidores que mantenham a cautela para assumir dívidas, pois o juro continua alto e as despesas no começo do ano, com pagamento de impostos e matrículas escolares, deixam o orçamento mais apertado.
Cheque especial atinge menor patamar em nove anos
Quinta, 08 de Janeiro de 2004 às 16:39, por: CdB