Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Cheney acusa Hamas, Irã e Síria de sabotar processo de paz

Segunda, 24 de Março de 2008 às 07:32, por: CdB

Vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney afirmou nesta segunda-feira, durante visita a Jerusalém, que o Hamas, o Irã e a Síria estão fazendo todos os esforços para “sabotar” as negociações entre israelenses e palestinos. Depois de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, Cheney disse que “as tentativas de sabotagem” tornam a situação do processo de paz “realmente muito difícil”.

Cheney também afirmou que “o fato do número de soldados americanos mortos no Iraque ter chegado a 4 mil, pode ter um impacto psicológico sobre o público norte-americano”.

Dick Cheney passou dois dias em Israel e nos territórios palestinos e se encontrou com os principais líderes dos dois lados.

Ameaça nuclear

Em um encontro, no domingo, com o presidente palestino Mahmoud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia, Cheney afirmou que “os ataques terroristas contra o sul de Israel destroem as aspirações legítimas do povo palestino”.

- Terror e foguetes não só matam civis inocentes como também matam a esperança legítima dos palestinos - acrescentou.

As últimas incursões do Exército israelense em território palestino foram em resposta ao lançamento de foguetes, por militantes palestinos, do norte da Faixa de Gaza contra alvos no sul de Israel. Cheney também se encontrou, no domingo, com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, com quem discutiu o programa nuclear iraniano. Barak exigiu que a comunidade internacional imponha mais sanções contra o Irã mas também afirmou que “não descarta outras opções”.

De acordo com Barak, “o fortalecimento do Irã põe em risco a estabilidade na região e no mundo inteiro”.

Frágil acordo

As facções palestinas rivais Fatah e Hamas assinaram um acordo para iniciar conversações de alto nível para negociar a reconciliação. A disputa entre as duas facções fez com que a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sejam administradas por grupos rivais. O anúncio é o primeiro sinal real de progresso desde meados do ano passado. Na época, o Hamas, depois de sentir que foi injustamente forçado a dividir o poder mesmo depois de ter vencido as eleições, tomou violentamente o controle da Faixa de Gaza.

Nos nove meses que se seguiram, as duas principais facções praticamente não se comunicaram diretamente, mas depois de cinco dias de negociações patrocinadas pelo presidente do Iêmen, Ali Abdallah Saleh, elas se comprometeram a ampliar o diálogo. Qualquer resolução, no entanto, vai depender de como e quando o Hamas abrir mão do controle da Faixa de Gaza. Os palestinos estão desesperados por reconciliação, segundo o correspondente da BBC em Ramallah Aleem Maqbool.

Uma recente pesquisa sugere que eles acreditam que as divisões internas são a maior razão para se preocupar em relação ao futuro.

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