Pesquisadores da Universidade de Columbia testaram os odores em 150 pessoas com riscos de sofrer distúrbios nas chamadas funções cognitivas como observação, memória e atenção.
As pessoas que começaram a desenvolver o mal de Alzheimer tiveram um desempenho fraco em identificar dez diferentes tipos de cheiros.
Especialistas elogiaram a pesquisa, mas disseram que testes não devem ser usados isoladamente para identificar o mal de Alzheimer, devido à complexidade da doença.
Cheiros
Além de limão, menta e couro, o teste com diferentes odores também incluiu, entre outros, cheiros de morango, sabonete, abacaxi e gás natural.
Os voluntários foram submetidos ao teste do cheiro uma vez por ano durante cinco anos.
Os médicos já tinham conhecimento de que o cheiro de alguns produtos pode servir como um dos primeiros sinais para se identificar doenças associadas à demência.
No momento, é impossível diagnosticar o mal de Alzheimer com 100% de precisão.
Testes genéticos ou análises de imagens do cérebro oferecem apenas uma possibilidade de identificação de problemas como Alzheimer.
Diagnosticar a doença no início de seu desenvolvimento pode ajudar no tratamento e na medicação das pessoas mais propensas a desenvolver Alzheimer.
Recentemente, o teste do cheiro vem fazendo parte do pacote de exames usado na identificação do Mal de Alzheimer.
O professor Tim Jacob, especialista em odores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, acha que o teste do cheiro é uma boa idéia, mas diz que é essencial que o teste seja feito em conjunto com outros exames utilizados na identificação do Mal de Alzheimer.