A campanha na disputada eleição presidencial do Irã terminou nesta quinta-feira, com o clérigo moderado Akbar Hashemi Rafsanjani à frente de um grupo de sete candidatos. Ele não deve, contudo, ter votos suficientes para evitar um segundo turno.
O pleito poderá determinar o destino do impasse nuclear do país com o Ocidente, assim como as relações com o arquiinimigo Estados Unidos. Mas, quem quer que ganhe, terá que lidar com as conservadoras autoridades religiosas anti-Ocidente, que detêm o poder.
O candidato linha-dura Mohsen Rezaie desistiu da corrida nesta quarta-feira, após ficar mal colocado nas pesquisas. Sua decisão deve reforçar os outros três candidatos linha-dura - que estão atrás de Rafsanjani, o qual busca maiores elos com o Ocidente.
Se ele não conseguir os 5% necessários para evitar um segundo turno, a data do novo pleito deve ser 24 de junho.
- A eleição...é uma das mais imprevisíveis da história da República Islâmica do Irã...Todos os analistas acreditam que o presidente será eleito no segundo turno - disse o jornal reformista Etemad.