A decisão de Peter Sauber de vender sua equipe de Fórmula 1 para a BMW dá um final feliz à aventura do suíço na categoria.
- A parceira com a BMW é a solução ideal, já que inclui meus principais objetivos - disse Sauber, de 61 anos, na quarta-feira, quando a compra foi anunciada em Munique.
- Primeiro, oferecer à equipe a possibilidade de melhorar seu desempenho esportivo e, segundo, proteger a instalação em Hinwil e os empregos de 300 funcionários.
A BMW vai adquirir a maioria das ações e participará pela primeira vez de um campeonato com uma equipe própria, a partir de 2006.
A Sauber, que tem a sede na Suíça, nunca venceu nas 206 provas que disputou desde a estréia na África do Sul, em 1993. O chefe da equipe vai deixar a parte operacional, mas continua como assessor para a fabricante alemã.
A BMW disse que vai aumentar o número de empregados na fábrica suíça, que tem os túneis de vento mais avançados da categoria.
- O envolvimento de seis fabricantes de carros resultou em mudanças significativas na Fórmula 1 nos últimos anos - continuou Sauber.
- Em especial para as equipes privadas, ficou cada vez mais difícil garantir financiamento sólido que permitisse alcançar também o sucesso esportivo.
- Durante alguns anos, também venho pensando em termos de planejamento de sucessão -- à luz das exigências tão específicas da Fórmula 1, isso não é um assunto fácil.
- A parceria com a BMW garante continuidade.
- Por mais de 35 anos, dirigi a companhia nos momentos mais difíceis. Por isso é importante saber que ela estará em boas mãos.
Sauber sai como um chefe respeitado que, em silêncio e metodicamente, manteve sua equipe competitiva contra outras com orçamentos muito maiores.
Sua carreira começou em corridas de Fusca. Ele entrou no automobilismo com um C1 -- batizado em homenagem à esposa, Christiane --, desenhado no porão da casa dos pais.
Desde então, todos os carros da Sauber são designados pela letra C. O carro atual da Fórmula 1 se chama C24.
Entre os pontos altos de sua carreira estão uma vitória em Le Mans, com a Mercedes em 1989. Ele também foi campeão mundial de Marcas em 1989 e 1990.
Antes de ser campeão mundial de F-1, Michael Schumacher correu pela Sauber, ao lado do alemão Heinz-Harald Frentzen e do austríaco Karl Wendlinger.
Com apoio da Mercedes, a Sauber marcou pontos na prova de estréia e foi a equipe oficial da Ford em 1995 e 1996, com patrocínio da Red Bull.
A escuderia deu outro passo adiante em 1997, com um acordo técnico com a Ferrari, usando seus motores sob o nome do patrocinador Petronas. Depois, conseguiu seu melhor resultado em campeonatos: quarto na classificação geral de 2001.
Mas a atual temporada vem sendo decepcionante. O carro está mais lento do que o esperado, e o canadense Jacques Villeneuve, ex-campeão do mundo, luta para seguir o ritmo do seu companheiro de equipe, o brasileiro Felipe Massa.