O ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Félix, somente poderá atender ao convite para comparecer a audiência pública na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos a partir de 7 de abril.
Os parlamentares gostariam de ter ouvido Jorge Félix nesta terça-feira, data que chegou a ser agendada para a reunião. Mas, na última quarta-feira, por ofício, o general informou à presidente da CPI Mista, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que se encontra de férias fora do país. No documento, Jorge Félix colocou-se à disposição da comissão apenas a partir de 7 de abril.
Os parlamentares da oposição pretendem ter acesso a dados sigilosos de gastos com cartões corporativos feitos por funcionários da Presidência da República. Os deputados e senadores da base do governo aprovaram a convocação de Jorge Félix por defenderem que requerimento de quebra desse sigilo só deve ser votado depois de os parlamentares ouvirem o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência sobre se há ou não necessidade de esses dados serem trazidos a público.
A CPI Mista aprovou a convocação de Jorge Félix, ou seja, o ministro é obrigado a comparecer à audiência. No entanto, por acordo entre os parlamentares, a autoridade foi convidada a participar da reunião. Como o general se declarou impossibilitado de atender ao convite, os parlamentares decidirão se convocarão Jorge Félix a comparecer à comissão. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), afirmou em entrevista que o ministro será convocado.