Horst Koehler, diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), pode tornar-se o próximo presidente da Alemanha, conforme divulgou um partido de oposição nesta quinta-feira, dando início à disputa pelo importante cargo da área financeira.
O porta-voz do FMI, Thomas Dawson, não quis fazer comentários sobre o caso, mas afirmou que a entidade deve divulgar um comunicado. A escolha de Koehler para chefiar o FMI em 2000 aconteceu depois de uma disputa acirrada pela vaga. A primeira escolha da Alemanha, Caio Koch-Weser, então vice-ministro das Finanças, teve seu nome vetado.
Koehler foi indicado como candidato para o cargo de presidente por partidos conservadores e liberais da Alemanha, todos da oposição.
Os dois grupos controlam a assembléia especial responsável por escolher o chefe de Estado, o que significa que a eleição de Koehler é quase certa. O pleito acontece no dia 23 de maio.
- Presumo que o próximo presidente será chamado de doutor Koehler - afirmou o líder no Parlamento do FDP (partido liberal), Wolfgang Gerhardt, em uma entrevista coletiva.
A escolha do chefe do FMI para substituir Johannes Rau, ex-primeiro-ministro social-democrata do Estado do Reno-Westfália do Norte, não deve afetar o funcionamento do governo alemão.
A nomeação de Koehler coloca fim a vários meses de especulação entre as fileiras da oposição a respeito do nome do próximo presidente alemão. Os partidos também cogitaram a possibilidade de eleger para o cargo Heinrich von Pierer, chefe do grupo industrial Siemens AG.