Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Chefe do FBI diz que China enfrenta risco de ataques da Al Qaeda

Quarta, 21 de Abril de 2004 às 06:47, por: CdB

Algumas pessoas na China compartilham da mesma ideologia da rede Al Qaeda, disse na quarta-feira o diretor do FBI, Robert Mueller. Segundo ele, a China também corre risco de sofrer ataques terroristas.

 - Só porque não vimos ataques terroristas significativos na China não quer dizer que não poderá haver no futuro ou em outros países da Ásia - afirmou Mueller a repórteres, sem elaborar.

Questionado se a Al Qaeda estaria ativa na China, que liga separatistas muçulmanos na região de Xinjiang à rede de Osama bin Laden, Mueller disse que algumas pessoas no país tinham idéias semelhantes às da rede.

- Certamente há indivíduos na China que poderiam ser descritos como tendo a mesma mentalidade e o desejo de usar atos terroristas para levar adiante sua agenda no futuro - chame isso de Al Qaeda ou de um grupo afiliado à Al Qaeda e à liderança da Al Qaeda.

A China apoiou a chamada guerra ao terror do presidente norte-americano, George W. Bush, e em troca conquistou um certo grau de apoio às ações contra separatistas muçulmanos na região de Xinjiang, noroeste do país. Muitos desses separatistas foram capturados combatendo ao lado do Taliban e da Al Qaeda no Afeganistão.

Washington concordou em colocar em sua lista de movimentos terroristas o Movimento Islâmico do Turcomenistão Leste, grupo separatista da China que Pequim afirma ter treinado e lutado com militantes da Al Qaeda.

O FBI abriu um pequeno escritório em Pequim em 2002, em sinal da crescente cooperação entre os países após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.

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