Algumas pessoas na China compartilham da mesma ideologia da rede Al Qaeda, disse na quarta-feira o diretor do FBI, Robert Mueller. Segundo ele, a China também corre risco de sofrer ataques terroristas.
- Só porque não vimos ataques terroristas significativos na China não quer dizer que não poderá haver no futuro ou em outros países da Ásia - afirmou Mueller a repórteres, sem elaborar.
Questionado se a Al Qaeda estaria ativa na China, que liga separatistas muçulmanos na região de Xinjiang à rede de Osama bin Laden, Mueller disse que algumas pessoas no país tinham idéias semelhantes às da rede.
- Certamente há indivíduos na China que poderiam ser descritos como tendo a mesma mentalidade e o desejo de usar atos terroristas para levar adiante sua agenda no futuro - chame isso de Al Qaeda ou de um grupo afiliado à Al Qaeda e à liderança da Al Qaeda.
A China apoiou a chamada guerra ao terror do presidente norte-americano, George W. Bush, e em troca conquistou um certo grau de apoio às ações contra separatistas muçulmanos na região de Xinjiang, noroeste do país. Muitos desses separatistas foram capturados combatendo ao lado do Taliban e da Al Qaeda no Afeganistão.
Washington concordou em colocar em sua lista de movimentos terroristas o Movimento Islâmico do Turcomenistão Leste, grupo separatista da China que Pequim afirma ter treinado e lutado com militantes da Al Qaeda.
O FBI abriu um pequeno escritório em Pequim em 2002, em sinal da crescente cooperação entre os países após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.