O chefe do Exército de Israel, Moshe Yaalon, será forçado a deixar o cargo antes da retirada da Faixa de Gaza neste ano, em uma decisão que surpreendeu nesta quarta-feira forças militares e políticas do país.
O anúncio do primeiro-ministro Ariel Sharon e do ministro da Defesa Shaul Mofaz de que Yaalon não terá permissão para estender seu mandato de três anos significa que o líder do Exército renunciará em julho, em data próxima à retirada israelense de Gaza.
Oficiais israelenses expressaram preocupação de que a mudança na liderança militar -- que, segundo eles, acontece devido ao relacionamento tenso entre Yaalon e Mofaz - e as trocas no alto escalão do Exército poderão comprometer o plano de retirada.
- É uma medida muito estranha na véspera da retirada (de Gaza), quando o Exército deve agir como uma máquina azeitada - afirmou à Rádio Israel Ephraim Sneh, parlamentar e ex-general.
Israel planeja desmantelar todos os seus 21 assentamentos na Faixa de Gaza e quatro na Cisjordânia a partir de julho.
Yaalon participou ativamente dos planos e preparativos militares para a operação, que vai levar meses. A decisão de não prolongar o mandato de Yaalon por 12 meses, uma recente tradição militar, foi criticada por políticos e oficiais aposentados, que a classificaram como sem precedentes.