Chefe do Exército egípcio afirma que nenhum grupo está banido da política
O chefe do Exército egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, disse em discurso neste domingo que nenhum movimento poderia ser impedido de participar da política do país, ao tentar explicar sua decisão de destituir o presidente eleito Mohamed Mursi em meio a críticas ferozes dos islamistas.
O Exército egípcio está se preparando para concluir o seu trabalho e é apolítico
O chefe do Exército egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, disse em discurso neste domingo que nenhum movimento poderia ser impedido de participar da política do país, ao tentar explicar sua decisão de destituir o presidente eleito Mohamed Mursi em meio a críticas ferozes dos islamistas.
Discursando para membros das Forças Armadas reunidos no Cairo, Sisi disse que Mursi havia perdido a legitimidade por causa das manifestações de massa contra ele.
- Toda força política, sem exceção e sem exclusões, deve perceber que uma oportunidade está disponível para todos na vida política, e nenhum movimento ideológico está impedido de participar - disse ele.
Sisi afirmou que nos dias anteriores à queda de Mursi, em 3 de julho, os militares pediram ao ex-presidente islâmico que realizasse um referendo sobre seu governo.
Foi a primeira confirmação oficial dos detalhes dos dias que antecederam a queda dramática de Mursi.
- Enviei delegados (para encontrar) o ex-presidente ... para pedir um referendo popular, e a resposta foi a rejeição total - disse o comandante do Exército.
Sisi disse que o Exército tinha o dever de manter uma "distância da política", mas que a sua responsabilidade nacional o forçou a agir contra Mursi, que, segundo afirma, não representava mais a vontade do povo egípcio.
Os defensores da Irmandade Muçulmana, de Mursi, estão furiosos com a intervenção militar, e alguns governos estrangeiros, incluindo Estados Unidos e Alemanha, criticaram a repressão do movimento pelo Exército.
Na segunda-feira, 53 apoiadores de Mursi foram mortos no complexo da Guarda Republicana, no Cairo, quando as tropas abriram fogo. Quatro soldados também foram mortos em um confronto que, segundo o Exército, foi provocado por um ataque, e que a Irmandade chamou de "massacre".
Em seu discurso, o chefe do Exército disse que seu papel era temporário e abençoado por algumas das mais proeminentes figuras religiosas e da oposição do Egito.
- O Exército egípcio está se preparando para concluir o seu trabalho e é apolítico. Ele estabeleceu um plano para o futuro que facilita o direito de livre escolha e este plano foi abençoado pelo povo egípcio por meio de seus principais representantes - disse Sisi.
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