Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Chefe de Polícia do Rio apresenta relatório da chacina a deputados

Segunda, 11 de Abril de 2005 às 07:03, por: CdB

A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa ouve o chefe da Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, nesta segunda-feira. Ele apresentará aos deputados um relatório formal das investigações sobre a chacina de 30 pessoas em Nova Iguaçu e Queimados, no dia 31 de março. O delegado deveria depor nesta quinta-feira, mas teve que adiar o comparecimento à Alerj devido aos fatos novos que surgiram nas investigações do crime.

Álvaro Lins já informou que três testemunhas prestaram depoimento sobre a chacina. Na delegacia da Posse, uma delas reconheceu o cabo José Augusto Moreira Felipe, do 24° Batalhão da PM, em Queimados, como participante da chacina. Ele revelou no depoimento que soube, por parente de uma das vítimas, que Gilmar da Silva Simão, lotado no Batalhão do Méier, também está envolvido nos crimes.

Na delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, um sobrevivente da chacina em Queimados denunciou o nome de um policial militar que o teria ameaçado para não prestar depoimento à polícia. O delegado Álvaro Lins disse que vai pedir ao Comando da PM a prisão administrativa desse policial, cujo nome não foi revelado para não atrapalhar nas investigações.

O soldado Fabiano Gonçalves Lopes, que também está com a prisão temporária decretada pela Justiça, foi reconhecido por outra testemunha. Há alguns meses, ele teria abordado e ameaçado um jovem, em Queimados. O jovem desapareceu em seguida e seu corpo até hoje não foi localizado.

Exame de balística divulgado na sexta-feira revelou que um gol prata encontrado na Baixada foi usado pelos assassinos. Segundo o proprietário, o carro teria sido emprestado a Carlos Jorge de Carvalho duas horas antes dos assassinatos ocorridos em Nova Iguaçu. O policial militar já havia sido reconhecido por uma testemunha.

O laudo de novo exame divulgado neste fim de semana pela Polícia Civil mostra que os projéteis usados nos assassinatos em Nova Iguaçu saíram da mesma arma usada nos crimes de Queimados. Com isso, os policiais concluíram que o carro foi usado nas duas cidades.

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