Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Chefe de direitos humanos se diz preocupada com repressão no Barein

Quinta, 05 de Maio de 2011 às 12:06, por: CdB

Centenas de ativistas foram detidos, médicos e enfermeiras sofrem processo penal e quatro pessoas foram sentenciadas à morte em corte militar fechada.

Navi Pillay

Marina Estarque, da Rádio ONU em Nova York.*

A alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, disse nesta quinta-feira, estar preocupada com a repressão no Barein. Pillay afirmou que as autoridades do país precisam parar o assédio e intimidação dos ativistas, garantindo a proteção de seus direitos civis e políticos fundamentais.

Centenas de pessoas foram detidas no Barein e vários profissionais de saúde estão sendo processados. Quatro indivíduos envolvidos em protestos foram sentenciados à morte por um tribunal militar, após um julgamento a portas fechadas.

Penas de morte

Pillay disse que a aplicação da pena de morte sem o processo adequado e feito em segredo, é ilegal e inaceitável. Segundo ela, os reus têm direito a um julgamento justo em tribunais civis, em conformidade com os padrões legais internacionais e as obrigações do país com os direitos humanos.

Protestos por reformas democráticas e mais liberdade têm ocorrido no Barein, como em várias outras nações no Oriente Médio e Norte da África neste ano. A repressão do governo atraiu críticas da ONU, inclusive do Secretário-Geral, Ban Ki-moon, que pediu moderação e diálogo.

Médicos e enfermeiras

Na quarta-feira, o Ministério da Justiça do Barein anunciou que 23 médicos e 24 enfermeiras serão processados em corte militar. Eles são acusados de participar de protestos não autorizados e incitar o ódio contra o governo.

Segundo informações oficiais do país, 400 pessoas foram detidas. Mas o Escritório para o Alto Comissariado de Direitos Humanos recebeu informações de mais de mil detenções e 50 desaparecimentos.

Mortes sob custódia

Pillay também manifestou preocupação sobre relatos de ao menos quatro pessoas mortas sob custódia. Para ela, é preciso uma investigação independente sobre esses casos e alegações de tortura.

A alta Comissária pediu que o governo puna os culpados e permita a entrada de uma missão do escritório da ONU em seu território.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

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