A justiça colombiana condenou o chefe das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Wílmer Marín (conhecido como Hugo), a 40 anos de prisão. Ele é acusado de um atentado com carro-bomba que matou 36 pessoas, de liderar a tomada de um povoado e de assassinar um empresário japonês.
A pena de prisão decretada contra Marín é a maior já aplicada pela justiça colombiana e ainda inclui uma milionária indenização aos familiares das vítimas. Considerado o chefe da Frente 22 das Farc, que opera em uma extensa área de Cundinamarca - cuja capital é Bogotá-, Hugo é acusado do atentado cometido em 7 de fevereiro do ano passado contra o clube El Nogal de Bogotá, que matou 36 pessoas e feriu mais 170.
Ele também foi condenado por ter idealizado o assassinato em cativeiro do industrial japonês Chikao Muramatsu, no dia 24 de novembro de 2003. Entre outros crimes, Hugo também é culpado dos assassinatos da senadora Martha Catalina Daniels, em março de 2003, e de uma ex-miss colombiana Doris Gil e de seu marido, Helmut Bickembach, reféns das Farc, em julho do mesmo ano. Fora isso, liderou a tomada do município de La Peña, em Cundinamarca, em 1999.
Hugo foi capturado em 15 de dezembro passado na localidade de Soacha, no central departamento de Cundinamarca, por agentes do Departamento Administrativo de Segurança (serviço secreto), oito meses depois de sua fuga da cadeia.
O líder insurgente, que mudou sua aparência física para despistar as autoridades, fugiu da prisão de La Picota de Bogotá, onde estava desde agosto de 2000. Fundadas há 39 anos e com 17 mil combatentes, as Farc constituem a maior e mais antiga das guerrilhas colombianas.
Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026
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