O chefe da segurança do Líbano, que era pró-Síria, entregou sua renúncia nesta segunda-feira, horas antes de as últimas forças militares e de inteligência sírias deixarem o país.
- Chefes de segurança geralmente são indicados com a política e mudam quando ela muda - afirmou Jamil al-Sayyed, chefe da Segurança Geral, em sua carta de renúncia.
Sayyed disse na semana passada que estava pronto para deixar o cargo. Ele deu a declaração durante uma investigação a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o assassinato, em 14 de fevereiro, do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri.
A oposição anti-Síria exigia a renúncia dos chefes de segurança do país após a morte de Hariri.
O chefe da polícia, Ali Hajj, colocou seu cargo à disposição do ministro do Interior, o que de fato significa uma renúncia.
Sayyed é visto como o nome da segurança mais poderoso do Líbano desde o final da guerra civil (1975-1990) e como um importante personagem da reconstrução dos órgãos de segurança.
Mas muitos políticos reclamavam que ele teria usado seu status para exercer grande influência sobre a vida governamental e política do Líbano em coordenação com Damasco.