O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Álvaro Lins, deverá apresentar à Comissão de Direitos Humanos da Assenbléia Legislativa, nesta segunda-feira, um relatório formal das investigações sobre a chacina de 30 pessoas na Baixada Flumiense, em 31 de março.Os deputados ouvem Álvaro Lins, a partir das 10h30.
O delegado deveria depor na quinta-feira, mas teve que adiar o comparecimento à Alerj devido aos fatos novos que surgiram nas investigações do crime. Na sexta-feira, Álvaro Lins informou que três testemunhas prestaram depoimento sobre a chacina. Na delegacia da Posse, uma delas reconheceu o cabo José Augusto Moreira Felipe, do 24° Batalhão da PM, em Queimados, como participante da chacina.
Exame de balística divulgado na sexta-feira revelou que o carro encontrado na Baixada, um gol prata, foi usado pelos assassinos. Segundo o proprietário, o carro teria sido emprestado a Carlos Jorge de Carvalho duas horas antes dos assassinatos ocorridos em Nova Iguaçu. O policial militar já havia sido reconhecido por uma testemunha.
O laudo de novo exame divulgado, neste fim de semana, pela Polícia Civil mostra que os projéteis usados nos assassinatos em Nova Iguaçu saíram da mesma arma usada nos crimes de Queimados. Com isso, os policiais concluíram que o carro foi usado nas duas cidades.