O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chegou no início da noite à Trinidad e Tobago, sede da 5ª Cúpula das Américas, disposto a votar contra a carta final do encontro. Ele leva para conhecimento dos demais presidentes latino-americanos o documento extraído a partir da Cúpula da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), encerrada também nesta sexta-feira, na Venezuela. Os países signatários consideram "inaceitável" a minuta da declaração final da 5ª Cúpula das Américas, por não dar respostas à crise financeira e excluir "injustificadamente Cuba". Por isso, pede um "debate a fundo" do encontro, segundo o documento.
Os países-membros da Alba "consideram que não há consenso para adotar este projeto de declaração", afirma o documento, sobre a reunião em Trinidad e Tobago. O texto explica que esse documento "não dá resposta ao tema da crise econômica global, apesar de que esta é o maior desafio ao qual a humanidade enfrentou em décadas e a mais séria ameaça da época atual para o bem-estar de nosso povo".
Como segunda razão, afirma que "exclui injustificadamente Cuba, sem fazer menção ao consenso geral que existe na região para condenar o bloqueio e as tentativas de isolamento dos quais seu povo e Governo foram incessantemente objeto de maneira criminosa". A cúpula da Alba, realizada na cidade venezuelana de Cumaná, reuniu Chávez com os presidentes da Bolívia, Evo Morales; de Cuba, Raúl Castro; da Nicarágua, Daniel Ortega; de Honduras, Manuel Zelaya, e o primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, os membros plenos da Alba.
Também estiveram presentes o presidente do Paraguai, Fernando Lugo; o chanceler do Equador, Fander Falconí, em representação ao presidente Rafael Correa; e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, países observadores da Alba.