As aerolinhas norte-americanas Delta e Continetal Airlines poderão operar suas rotas comerciais na Venezuela somente até o próximo dia 30, enquanto a American Airlines terá reduzida a freqüência de seus vôos no país, segundo decisão das autoridades venezuelanas, divulgada neste sábado. A única maneira de se reverter a situação, segundo o Instituto Nacional de Aviação da Venezuela (INA), será a reciprocidade dos EUA quanto ao número de vôos das companhias aéreas venezuelanas que, desde 1995 encontram-se em uma categoria inferior à que ocupam os Estados Unidos naquele o país.
Desde que a Agência Federal de Aviação Civil dos EUA decidiu rebaixar as companhias venezuelanas de aviação à Categoria 2, as empresas norte-americanas ocuparam o espaço das rotas entre os dois países, alega o INA. Mesmo com a certificação da Organização Mundial de Aviação Civil, em 2004, os EUA não concordaram em elevar a categoria das empresas venezuelanas para acesso aos aeroportos norte-americanos.
As empresas proibidas de voar em solo venezuelano, no entanto, não tomaram conhecimento da medida e, neste sábado, comercializaram normalmente os bilhetes aéreos para datas superiores à de 30 de março. Uma reunião entre o INA e executivos norte-americanos está agendada para esta quarta-feira, com o objetivo de se buscar um acordo comercial possivel para evitar a suspensão definitiva dos vôos.