O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste domingo, no programa Alô Presidente que “mais importante quequalquer enfoque político, é queEmmanuel está livre”. Emmanuel tem três anos, é filho de Clara Rojas, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e nasceu em cativeiro.
As informações são da agência argentina Telam, segundo a qual Chávez também afirmou que não descansa “nem um só dia” à procura do acordo humanitário entre a organização guerrilheira e o governo colombiano. A polêmica em torno do garoto começou quando fracassaram as negociações para o resgate de três reféns das Farc - dentre eles, Emmanuel e Clara - que eram encabeçadas por Chávez e contavam com a participaçãode uma missão internacional composta por representantes de vários países, incluindo o Brasil.
De acordo com o site da Presidência da República da Colômbia, a diretora geral do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), Elvira Forero, disse que Emmanuel chegou muito mal à entidade.
- O menino foi resgatado da morte nas mãos das Farc. Foi encaminhado pelo serviço de saúde ao Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar devido ao alto grau de desnutrição, vulnerabilidade e risco de seu estado, e não por vontade das Farc - disse.
Segundo o governo colombiano, Forero afirmou que as Farc não tiveram cuidados mínimos com a criança.
- Quem atuou demaneira desumana e desrespeitaram todos os direitos da criançaforam as Farc. Emmanuel tem o direito de estar com sua mãe. Exigimos que as Farc não desrespeitem mais seus direitos e queliberem a mãe de Emmanuel - afirmou.
A Presidência da Colômbia afirma que o garoto aguarda procedimentos legal e psicossocial que devem durar no máximo 15 dias para ser recebido pela família da mãe.