Os Estados Unidos estariam planejando uma invasão da Venezuela. A acusação foi retomada, mais uma vez, pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, nesta quarta-feira. O plano de invasão se chamaria Plano Balboa, um exercício de simulação de operações por terra, mar e ar realizado no Comando Base Maior da Espanha, com o qual forças norte-americanas e países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), invadiriam o ocidente venezuelano desde o Panamá e a Colômbia.
Chávez disse à imprensa internacional que a Venezuela e outros países latino-americanos estão prontos para resistir e, se a invasão ocorrer, uma guerra será iniciada. A agressão implicaria na imediata suspensão do fornecimento de petróleo venezuelano para Washington. Por tal razão, o mandatário venezuelano explicou que o processo de recuperação das relações diplomáticas entre Miraflores e a Casa Branca depende do governo dos EUA.
As simulações do Plano Balboa têm como objetivo planificar a invasão da Venezuela, calcular o número de bombardeios diários, que tipos de munições e quantas bombas são necessárias para atacar e destruir determinados alvos da geografia venezuelana. O Executivo venezuelano tem informações que ressalta que o "Plano Balboa" prevê uma onda de bombardeios que devem cair sobre Caracas, Maracay e Valencia.
Os especialistas afirmam que o principal objetivo da invasão é que os Estados Unidos não possuem mais reserva de petróleo. Para os EUA restam apenas 22 bilhões de barris, mas, com seu consumo, só será suficiente para 10 ou 15 anos. Já a Venezuela é um dos países que têm as maiores reservas mundiais de petróleo.
Durante a recente Cúpula das Nações Unidas, em Nova York, Chávez divulgou que, recentemente, soldados dos EUA estiveram em Curaçao, uma ilha ao noroeste da Venezuela, e qualificou de mentira as explicações de Washington de que estes uniformizados estiveram lá para descansar.