Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Chávez foi 'pacificador' de crise entre Colômbia e Equador, diz Lula

Quinta, 27 de Março de 2008 às 18:23, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, em Recife, que o colega venezuelano Hugo Chávez foi o "pacificador" da crise entre Colômbia e Equador, no início do mês.

— Quem foi o grande pacificador do conflito entre Colômbia e Equador? Foi o Chávez —, afirmou Lula.

— Por isso, ao ex-guerrilheiro, hoje pacificador, meus parabéns —, acrescentou o presidente ao estender a mão ao venezuelano.

Pouco antes, Lula havia dito que Chávez "gosta de provocar" e que, às vezes, entra em polêmicas que ele mesmo provoca, ao responder uma pergunta sobre a atuação de Chávez durante a crise.

Apesar de elogiar a atuação do presidente venezuelano no episódio, Lula não procurou a intermediação de Chávez enquanto ela se desenrolava.

Lula foi informado da intenção de Chávez de falar com ele ao telefone logo depois do ataque de tropas colombianas a um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano.

Mas o presidente só retornou a ligação depois de dez dias, justamente após a reunião do Grupo do Rio em que foi selada a paz entre os três países. Embora o ataque tenha sido contra o Equador, a Venezuela também rompeu relações diplomáticas com a Colômbia naquele momento.

OEA

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também não procurou o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, embora tenha conversado com vários ministros da região nos primeiros dias da crise, quando ainda existia o risco de um conflito militar.

O Brasil condenou a violação da integridade territorial do Equador, mas também procurou a Colômbia e se dispôs a receber o presidente Álvaro Uribe se ele quisesse ir a Brasília. Na mesma semana, o presidente equatoriano Rafael Correa passou por Brasília em uma viagem a vários países da região para angariar apoio.

Lula disse que a decisão da OEA (Organização dos Estados Americanos), no último dia 17, de rechaçar a atitude colombiana por violação de território sem consentimento do país vizinho, mostra que os Estados Unidos ficaram isolados na região, perderam o argumento e aceitaram o resultado da votação.

— É um fato inusitado nas decisões da OEA —, afirmou.

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