Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Chávez encontra o rei que o mandou calar

Presidente venezuelano, Hugo Chávez reuniu-se nesta sexta-feira com o rei Juan Carlos e com o chefe do Executivo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, em uma visita com a qual os dois países pretendem aparar arestas após meses de tensões diplomáticas. O monarca recebeu Chávez no Palácio Marivent, em Mallorca, onde passa férias. Em seguida, o líder bolivariano seguiu à capital espanhola onde almoçou com Zapatero. No encontro, não houve o anunciado abraço entre os dois líderes

Sexta, 25 de Julho de 2008 às 10:09, por: CdB

Presidente venezuelano, Hugo Chávez reuniu-se nesta sexta-feira com o rei Juan Carlos e com o chefe do Executivo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, em uma visita com a qual os dois países pretendem aparar arestas após meses de tensões diplomáticas. O monarca recebeu Chávez no Palácio Marivent, em Mallorca, onde passa férias. Em seguida, o líder bolivariano seguiu à capital espanhola onde almoçou com Zapatero.

A visita marca o primeiro encontro entre Juan Carlos 1o e Chávez desde que o rei espanhol mandou o presidente venezuelano se calar durante uma cúpula ibero-americana. Naquele encontro, ocorrido em novembro do ano passado no Chile, o rei perdeu a calma diante de Chávez quando o líder venezuelano criticou repetidamente o ex-primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar.

Após meses de tensão, nos quais a Venezuela ameaçou nacionalizar bancos de propriedade de investidores espanhóis e vigiar outras empresas espanholas que operam no país de perto, Chávez e Zapatero se encontraram na Cúpula América Latina-União Européia em Lima, e mostraram a intenção de melhorar as relações entre os dois países.

Chávez está em uma série de viagens internacionais que já o levou à Rússia, Belarus e Portugal.

Alvo de paramilitares

Chávez e seu ministro Ramón Rodríguez Chacín foram alvos dos grupos paramilitares colombianos, que pretendiam sua eliminação física, segundo dados vazados de arquivos encontrados em uma memória USB, supostamente, pertencente ao máximo chefe das Autodefesas Unidas da Colômbia, Carlos Castaño, cuja análise, segundo a PL, foi concluída por especialistas forenses.  

Essa memória portátil foi entregue na semana passada à Promotoria-Geral pelo paramilitar Éver Veloza, alias H.H, que disse tratar-se de um testamento do desaparecido chefe máximo das AUC. Segundo a informação, revelada nesta sexta-feira, pelo jornal El Tiempo, Castaño dá conta da criação de um bloco das AUC na Venezuela, ao comando de Antonio del Billa.

Sua principal ação ia ser a eliminação de Chávez e Rodríguez Chacín. Os arquivos contêm, aliás, informação sobre os vínculos de forças paramilitares com o narcotráfico e com membros do Exército colombiano. El Tiempo indica que em um documento de 11 de setembro de 2002, Castaño assegura que militares solicitaram dele ajuda para recuperarem umas armas que duas suboficiais venderam a um grupo de paramilitares.  

Além disso, há nomes e mensagens a empresários, jornalistas e funcionários com os que Carlos Castaño teve contato fluído, indica o jornal. Outros correios referem-se ao então presidente da Federação de Criadores de Gado, Jorge Visbal, hoje senador, e de José Miguel Narváez, assessor do Ministério da Defesa nessa data. Essas pessoas seriam promotoras do processo de cessar-fogo ao que chegaram as AUC para se sentar a negociar com o governo de Álvaro Uribe para sua posterior desmobilização.

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