Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2026

'Chávez é parceiro do Brasil e não representa perigo', diz Lula

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é um parceiro do Brasil e não representa um perigo à América Latina. Esta é a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o impacto do governo de Chávez na região, feita em entrevista exclusiva ao programa Hard Talk, da emissora inglesa de TV BBC. (Leia Mais)

Segunda, 04 de Junho de 2007 às 08:00, por: CdB

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é um parceiro do Brasil e não representa um perigo à América Latina. Esta é a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o impacto do governo de Chávez na região, feita em entrevista exclusiva ao programa Hard Talk, da emissora inglesa de TV BBC.

- Chávez tem sido um parceiro do Brasil, nós temos grandes negócios na Venezuela, estamos fazendo refinarias conjuntas. Eu não acredito que Chávez represente um perigo para a América Latina - afirmou Lula, ao repórter Stephen Sakur.

Durante a entrevista de meia-hora concedida em Londres e transmitida nesta segunda-feira pelo canal internacional BBC World, exibido no Brasil, Lula disse que o Brasil não entrará nas disputas políticas entre o governo venezuelano e os Estados Unidos.

- Chávez tem suas razões para brigar com os Estados Unidos. E os Estados Unidos têm suas razões para brigar com a Venezuela. O Brasil não tem nenhuma razão para brigar com os Estados Unidos ou a Venezuela - afirmou.

Sobre a crise envolvendo o fechamento dos sinais de transmissão da rede de TV RCTV, Lula afirmou que se trata de um assunto interno da Venezuela.

- Nós temos que aprender a respeitar a lógica legal de cada país. Eu não dou palpite nas políticas internas de nenhum país. No Brasil nós fazemos um esforço incomensurável para que a liberdade de imprensa seja exercida em sua plenitude - afirmou Lula, que disse que no Brasil seu governo tem lutado para garantir a liberdade de imprensa.

Ajuda regional

Lula negou que a decisão da Bolívia de nacionalizar sua indústria de exploração de gás e petróleo tenha sido tomada por influência de Hugo Chávez.

- Evo Morales não era nem presidente quando o povo boliviano, num plebiscito, decidiu nacionalizar o gás. É uma decisão soberana da Bolívia, que o Brasil respeita - concluiu.

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