Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

CHÁVEZ DIZ QUE SE VENCER ELEIÇÕES PEDIRÁ APROVAÇÃO DE LEI HABILITANTE

Quinta, 15 de Setembro de 2011 às 05:12, por: CdB

CARACAS, 15 SET (ANSA) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que se ganhar as eleições presidenciais de 2012 pedirá à Assembleia Nacional uma Lei Habilitante, que o dará plenos poderes para governar no período de transição, ou seja, entre o pleito em outubro e a posse em fevereiro.
   
"Uma vez obtida a vitória em 7 de outubro de 2012 eu pediria uma Lei Habilitante Especial, [para os meses de] outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, para uma transição do meu terceiro para o meu quarto governo. E eu teria razões para dizer e, além disso, teria porque fazê-lo, já que não se trata de querer, mais também de poder. Uma Assembleia Nacional com maioria revolucionária", afirmou Chávez, do Palácio de Miraflores, sede da Presidência.
   
O presidente reiterou com a passagem do terceiro para o quarto governo esse seria um instrumento muito útil.
   
As declarações foram dadas em resposta à proposta da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) de uma "lei de transição" diante da eventual vitória de Chávez.
   
O mandatário ainda classificou o projeto como "ridículo e piada de mau gosto" e chamou a MUD de "Mesa dos Estados Unidos".
   
Ele ainda elogiou a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de agendar fixar o pleito para 7 de outubro do próximo ano, depois de destacar que "tomaram uma decisão baseada na Constituição e nas leis". "Salvo uma ou outra voz dissonante", a decisão foi aprovada, destacou.
   
O chefe de Estado também recordou que esta "será a quinta eleição presidencial nestes últimos anos". "A primeira [vencemos] com um milhão de [votos] de diferença. A segunda, com 1,3 milhões de diferença. A terceira foi o referendo, que ganhamos com quase 2 milhões. A quarta, 3 milhões. Agora vamos rumo aos dez milhões. Uma grande vitória que já tem data", declarou.
   
Hugo Chávez, que foi diagnosticado com câncer no final de junho durante uma visita oficial a Cuba, onde realizou a cirurgia para a retirada do tumor, disse ontem que sua campanha eleitoral será realizada no ritmo "que as circunstâncias lhe impuserem".
   
Também ontem, ele anunciou que deve iniciar nos próximos dias a quarta etapa de sessões de quimioterapia e que o tratamento impedirá sua presença na Assembleia Geral da ONU, na próxima segunda-feira. (ANSA)

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