Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Chávez denuncia conspiração e aumenta a crise com a Colômbia

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou os governos da Colômbia e dos EUA de montar uma conspiração para assassiná-lo. A resposta do governo colombiano, horas depois do assunto ocupar os principais noticiários da região, exigiu "respeito de Chávez" e reforçou o pedido para que cessassem os ataques verbais ao governo do presidente Alvaro Uribe, o aliado mais próximo do governo conservador de George W. Bush. (Leia Mais)

Quinta, 17 de Janeiro de 2008 às 05:38, por: CdB

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou os governos da Colômbia e dos EUA de montar uma conspiração para assassiná-lo. A resposta do governo colombiano, horas depois do assunto ocupar os principais noticiários da região, exigiu "respeito de Chávez" e reforçou o pedido para que cessassem os ataques verbais ao governo do presidente Alvaro Uribe, o aliado mais próximo do governo conservador de George W. Bush. O pronunciamento aumentou a tensão entre os dois países.

"Em Bogotá existem autoridades norte-americanas e militares colombianos conspirando contra a Venezuela, conspirando para me matar, conspirando para iniciar um conflito armado entre a Colômbia e a Venezuela", disse Chávez, em visita à Nicarágua.

Essa não é a primeira vez que os EUA são acusados de conspirarem para matar o presidente Chávez, que também acusa a CIA (a agência de inteligência internacional norte-americana) de envolvimento no golpe de Estado que chegou a depor o líder venezuelano, mas terminou frustrado pela força popular. Chávez acredita que, agora, as autoridades colombianas aliaram-se ao plano de eliminá-lo do cenário político sul-americano.

- O governo colombiano pede ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que pare as agressões contra nosso país. O governo colombiano insiste que, por canais diplomáticos, pode haver diálogo - disse o ministro colombiano das Relações Exteriores, Fernando Araujo.

Hugo Chávez intermediou, com sucesso, a libertação de duas reféns mantidas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que decidiu libertá-las em desagravo a Chávez, há uma semana, após ele ter sido vetado pelo governo colombiano como mediador do conflito com a guerrilha, que se arrasta há mais de meio século naquele país.

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