Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Chávez convoca venezuelanas a torcer pela vitória de Dilma no Brasil

Presidente da Venezuela, Hugo Chávez pediu o apoio das mulheres venezuelanas à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para a Presidência do Brasil. O pedido foi feito em um discurso de Chávez para cerca de mil mulheres, na noite passada, que participavam de um evento. (Leia Mais)

Sábado, 31 de Outubro de 2009 às 12:42, por: CdB

Presidente da Venezuela, Hugo Chávez pediu o apoio das mulheres venezuelanas à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para a Presidência do Brasil. O pedido foi feito em um discurso de Chávez para cerca de mil mulheres, na noite passada, que participavam da comemoração do aniversário de dez anos do Inamujer, órgão governamental responsável pela definição de políticas para mulheres da Venezuela.

– Vou dizer algo para vocês. Lula me convidou para uma conversa com uma grande mulher brasileira e o coração me disse que ela será a próxima presidenta do Brasil. É uma extraordinária mulher que vocês vão conhecer. Dilma Rousseff esteve também na guerrilha no Brasil, esteve presa, torturada e está preparando-se para assumir a campanha no próximo ano. Aqui, chamo a todas que apoiemos Dilma para a Presidência do Brasil. Uma mulher digna, revolucionária, valente. Vocês vão conhecer – disse Chávez.

O presidente venezuelano havia passado o dia recebendo a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na noite de quinta-feira (29) jantou com ele e a ministra Dilma no Hotel Humbold, um símbolo de Caracas localizado no alto da montanha El Ávila, ao norte da capital. Chávez apostou na popularidade de Lula para ajudar a eleger a ministra.

– Meu coração me disse muita coisa e me disse que não vai ser fácil. Mas Lula tem uma aprovação de mais de 70% – afirmou.

Chávez também lembrou a atuação de outras mulheres em cargos de liderança e citou a presidente do Chile, Michelle Bachelet, além da presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, que participou na quinta-feira da inauguração do escritório de representação da CEF em Caracas.

Ao homenagear as mulheres, Chávez chegou a cantar La Noche que me Quieras. Ele também citou a produção de soja no vale do Rio Oninoco, produzida com tecnologia brasileira desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pediu que todas passassem a consumir produtos feitos com soja.

– Tomem leite de soja, comam carne de soja, queijo de soja – pediu Chávez.

Mercosul

O governo espera que dentro de no máximo 15 dias o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul seja aprovado pelo plenário do Senado. Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), isso só deverá ocorrer na outra semana porque na quarta-feira não haverá quórum suficiente e tempo hábil para as articulações devido ao feriado do Dia de Finados nesta segunda-feira. Por isso, o governo quer que a votação da proposta, já aprovada na Câmara e pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, seja realizada na outra semana.

O ingresso da Venezuela no Mercosul foi aprovado ontem (29), na Comissão de Relações Exteriores do Senado, por 12 votos favor e 5 contra. Lula se disse confiante na aprovação pelo plenário do Senado. Para isso, o governo terá que garantir a presença mínima de 41 dos 81 senadores e o voto favorável da maioria, ou seja, de pelo menos 21.

Atualmente a Venezuela importa 70% de tudo o que consome. O país é  o sexto maior destino comercial do Brasil e apresenta o maior superavit da balança comercial brasileira. O saldo comercial com o país vizinho chega a US$ 4,6 bilhões. Desde o primeiro mandato do presidente Lula, o comércio com a Venezuela vem crescendo. Nos primeiros cinco anos de governo, as exportações saltaram de US$ 608 milhões para US$ 5,15 bilhões, um aumento de 758%. Mais de 70 % dos produtos vendidos para a Venezuela são industrializados.

Na véspera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em El Tigre, município a 450 quilômetros de Caracas, que a diferença na balança comercial não é uma vantagem. Segundo ele, o Brasil quer e deve aumentar ainda mais a importação de produtos venezuelanos.

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