Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Chávez confirma nacionalização da indústria de cimento

Presidente da Venezuela diz que empresas vão receber compensação justa.

Sexta, 04 de Abril de 2008 às 06:45, por: CdB

O presidente Hugo Chávez confirmou, em ato publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da Venezuela, a nacionalização imediata de toda a indústria de cimento do país. Em um pronunciamento transmitido pela TV, na noite desta quinta-feira, Chávez disse que seu governo não pode permitir que companhias privadas exportem o cimento necessário para atacar o grave problema habitacional da Venezuela.

- Se os ricos querem fazer suas casas, podem fazê-las, mas respeitem os outros - disse Chávez, segundo a Agência Bolivariana de Notícias (ABN), ao afirmar que a indústria de cimento deve seguir o caminho socialista.

Chávez afirmou que as empresas receberão o pagamento de uma compensação justa pela nacionalização de um setor que ele classificou como estratégico para o país.  Três das principais indústrias de cimento da Venezuela pertencem a grupos estrangeiros. A mexicana Cemex domina quase metade do mercado venezuelano. Quase todo o restante está nas mãos da francesa Lafarge e da suíça Holcim.

A nova medida foi divulgada um dia depois de o governo venezuelano anunciar um novo imposto sobre os lucros extraordinários das empresas petroleiras, que se aplicará quando o preço do petróleo no mercado internacional ultrapassar US$ 70.

No ano passado, Chávez nacionalizou a indústria de petróleo, obrigando as companhias estrangeiras a ceder à estatal PDVSA pelo menos 60% do controle acionário de suas operações nos campos da Faixa do Orinoco - considerada uma das maiores reservas petrolíferas do mundo.

Reforma curricular

Outra medida que está próxima de se tornar realidade na Venezuela é a reforma curricular, muito criticada péla oposição ao governo de Hugo Chavez. Sobre a mudança, o presidente falou:

- Deve acontecer um grande debate durante este ano de 2008, para que no ano que vem aconteça um referendo contrastando dois modelos curriculares.

Para Chavez a reforma é muito importante e uma dívida que o país tem com a história.

- Nunca nos ensinaram a história da Venezuela, quando começou a exploração do petróleo, o caráter histórico de nossa sociedade - afirmou o presidente.

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