Presidente venezuelano desmentiu informações de que se trataria no Brasil
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta sexta-feira que viajará a Cuba para continuar a se tratar contra o câncer, desmentindo informações de que ele faria seu tratamento no Brasil.
Notícias divulgadas pela imprensa brasileira davam conta que Chávez daria continuidade a seu tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
"Agora devo continuar o caminho para esse longo e difícil retorno, e, para ele, devo continuar cumprindo o estrito plano desenhado pelos médicos da vida que me acompanham nessa ascensão ao (cume do) Chimborazo (vulcão localizado no Equador, com 6.200 metros de altitude)", disse Chávez a jornalistas, no Palácio Miraflores, em Caracas.
Segundo o presidente, a segunda fase do tratamento inclui quimioterapia. Ele não deu detalhes de quantos dias poderá ficar longe do país.
Durante recente visita à ilha cubana, o líder venezuelano foi diagnosticado com câncer e teve de ser submetido a uma cirurgia de emergência para retirar um tumor.
Até agora Chávez não deu detalhes sobre a localização do tumor - que segundo informação oficial estava alojado na região pélvica - e limitou-se a negar rumores de que o tumor teria afetado o cólon e estômago.
Autorização
Chávez disse que vai pedir a "solidária intermediação" do presidente da Assembleia Nacional, Fernando Soto Rojas, para que o Congresso aprove a autorização para sua viagem a Cuba.
O presidente afirmou que vai a Cuba para fazer o tratamento necessário para "recuperação plena" de sua saúde. "Necessário é viver e vencer", disse Chávez.
Uma das interpretações dadas para a opção do governo venezuelano pelo tratamento em Cuba, e não no Brasil, é que a estadia de Chávez na ilha cubana teria maior segurança e um maior sigilo de informações.
As declarações de Chávez ocorreram durante visita oficial do presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, que foi recebido junto de sua mulher no Palácio Miraflores.
Ao descer as escadas do palácio para receber o casal, era visível a expressão de dor no rosto de Chávez. Em dois momentos, o venezuelano buscou apoio - uma vez em Humala e, na outra, na mulher do presidente eleito do Peru.