Em uma reunião com empresários argentinos, na manhã desta quinta-feira, o presidente venezuelano, Hugo Chávez reagiu à iniciativa de um grupo de parlamentares republicanos dos Estados Unidos de inserir a Venezuela como um dos países que patrocinam o terrorismo no mundo. Ele reiterou que o governo Bush deveria ser o primeiro na lista de Estados patrocinadores do terrorismo.
- O primeiro país que têm de colocar na lista dos que apóiam o terrorismo é os Estados Unidos..., e o primeiro na lista de pessoas é George W. Bush. O senhor, cavalheiro, anote-se aí como primeirinho na lista dos terroristas do mundo. Auto-inclua-se - afirmou.
Chávez acusa a Casa Branca de "hipócrita" por condenar o terrorismo enquanto dá proteções ao militante anticomunista cubano Luis Posada Carriles, cuja extradição é solicitada por Caracas e Havana devido a um atentado que explodiu um avião cubano em 1976.
Comissão parlamentar
Parlamentares republicanos dos EUA querem qualificar a Venezuela como um Estado patrocinador do terrorismo, a exemplo do que já ocorre com Irã, Cuba, Coréia do Norte e Síria. Um grupo de 21 deputados quer aprovar uma resolução que condena "atos e declarações" do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Esses parlamentares também querem que o governo de George W. Bush investigue as ligações de Chávez com o Irã e com a guerrilha colombiana Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), considerada terrorista pelos EUA.
"A Câmara dos Deputados pede aos Estados Unidos que investigue até que ponto a Venezuela pode ser apontada como santuário para terroristas", disse o projeto de resolução, divulgado nesta quinta-feira.
O documento define santuário como "uma área em um país que é utilizada por organizações terroristas sob um governo que expressamente permite, conhece e tolera isso". Chávez vem defendendo as Farc, sugerindo que o grupo seja tratado como "insurgente" em vez de "terrorista". Além disso, estreitou os laços políticos e comerciais com o Irã, o que preocupa os parlamentares norte-americanos. A resolução ainda precisa ser submetida a votação no plenário da Câmara, onde os republicanos são minoria.