Presidente venezuelano, Hugo Chávez confirmou, nesta quarta-feira que há uma pressão diplomática dos EUA no sentido de impedir que a Embraer venda aviões de treinamento militar para o país vizinho. O objetivo, segundo o presidente, é evitar a modernização de suas Forças Armadas. Chávez disse que limitações impostas pelos EUA impediram a assinatura de um contrato para que a Embraer produzisse aviões de combate Super Tucano para as forças armadas venezuelanas.
- Os Estados Unidos não autorizam a Embraer a fazer aviões para a Venezuela porque a Embraer utiliza tecnologia americana, como trataram de impedir que os espanhóis nos fabricassem navios - disse Chávez, nesta terça-feira, referindo-se a um contrato de US$ 2 bilhões com a Espanha.
O governo Bush precisaria autorizar a venda a outros países de sistemas contruídos com componentes norte-americanos. Chávez não especificou o número de aeronaves que seriam compradas da Embraer.
- Se somos dependentes deles (os EUA), vendem para nós qualquer coisa. Se somos independentes, querem neutralizar nosso poderio militar - acrescentou Chávez.
A embaixada norte-americana em Caracas e a Embraer preferiram não comentar as declarações do presidente da Venezuela.