Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Chavez acredita em complô contra sua vida no fim do governo Bush

Quarta, 12 de Março de 2008 às 07:59, por: CdB

O presidente Hugo Chavez afirmou, na última terça-feira, que o último ano do mandato do presidente norte-americano George W. Bush pode representar perigo ao seu governo. Segundo o venezuelano, ele poderia ser vítima de conspirações, emboscadas e provocações durante os meses finais do mandato de Bush.

- É preciso prestar muita atenção a todas essas emboscadas e provocações. Serão a ordem do dia...Esse é o último ano do governo do atual presidente dos Estados Unidos e ele é o senhor da guerra - disse Chávez em ato com médicos transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão.

Segundo Chavez, o governo de Álvaro Uribe é marionete do governo republicano norte-americano, para ele, a Casa Branca "move seus cordões"

Washington mantém um plano de apoio militar e econômico à Colômbia para ajudar na luta contra o narcotráfico e a guerrilha.

Fim da crise

Hugo Chavez também se disse feliz pela resolução de paz encontrada na semana passada para a recente crise andina. As relações entre Caracas e Bogotá se normalizaram, as trocas comercias também voltaram para a normalidade depois que a Venzezuela enviou tropas militares para a fronteira com a Colômbia e chegou a cortar relações diplomáticas por conta do ataque colombiano às Farc em território equatoriano.

O presidente venezuela que se diz representante de uma revolução socialista em favor dos pobres, afirmou que torce para que um governo de paz se instale nos EUA, mas que continuará alerta a movimentos "de guerra" impulsionados por Washington.

União Européia

Nesta quarta-feira, o presidente do Parlamento Europeu, o alemão Hans-Gert Pöttering, fez um lamento às Farc para que libertem Íngrid Betancourt e os outros reféns.

Em uma declaração solene para um Parlamento cheio Pöttering recordou que no dia 23 de fevereiro completaram seis anos da ex-candidata a presidência da Colômbia.

- Em vista da situação claramente preocupante sob o ponto de vista médico de muitos destes reféns e sobretudo de Íngrid Betancourt, pedimos que sejam todos soltos - disse Pöttering, que também sugeriu o envio de uma "missão médica internacional" para atendê-los enquanto estão na selva.

Os parlamentares da União Européia responderam ao pedido de Pöttering  com uma salva de palmas. Todos se colocaram de pés e alguns deles carregavam fotografia de Íngrid com o escrito "Íngrid Livre".

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