CARACAS, 27 JUL (ANSA) - O governo da Venezuela condenou as declarações de John Brennan, assessor antiterrorismo do presidente norte-americano, Barack Obama, que acusou o país de gerar um "ambiente permissivo para as organizações terroristas e narcotraficantes", assim como uma rota para o tráfico de cocaína.
O ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, considerou que as acusações correspondem a uma "política absurda e extremista que quer nos amedrontar" e destacou que a bancada governista do Parlamento também repudiou as afirmações do assessor de Obama, a quem classificaram como "intervencionista".
"Avaliamos e rechaçamos contundentemente o caminho para o qual a ultradireita arrasta boa parte do Congresso e do governo dos Estados Unidos a uma política absurda e extremista contra a América Latina", disse Maduro após uma reunião do Conselho de Ministros ontem em Caracas.
Segundo ele, esta política também se dirige contra seu país e pretende "agredir e amedrontar" a independência e a soberania que a Venezuela vem desenvolvendo.
Maduro esclareceu que a gestão do atual presidente Hugo Chávez segue as tendências da economia capitalista mundial e que seu país vem preparando e fortalecendo "seus motores econômicos e sua capacidade de investimento social".
"Enquanto a Europa fala em crise, na Venezuela acontece o contrário, aumenta a confiança na economia", concluiu o chanceler. (ANSA)
CHANCELER VENEZUELANO RECHAÇA DECLARAÇÕES DO GOVERNO NORTE-AMERICANO
Quarta, 27 de Julho de 2011 às 10:18, por: CdB