Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

CHANCELER PERUANO SE DIZ INSATISFEITO COM ABSOLVIÇÃO DE MENEM

Quarta, 14 de Setembro de 2011 às 08:48, por: CdB

LIMA, 14 SET (ANSA) - O ministro de Relações Exteriores do Peru, Rafael Roncagliolo, expressou hoje sua insatisfação com a absolvição judicial do ex-presidente da Argentina Carlos Menem (1989-1999).
   
O ex-mandatário era acusado de envolvimento no contrabando de armas ao Equador, nação com o qual o Peru disputava a região da Cordilheira do Condor em meados da década de 1990.
   
"Obviamente isso nos enche de desconforto", disse Roncagliolo, referindo-se à decisão anunciada na última terça-feira em Buenos Aires, que absolveu Menem e outras 17 pessoas que também eram acusadas pela venda ilegal de armas para a Croácia, que, assim como o Equador, passava por uma situação conflituosa.
   
A promotoria havia requisitado uma sentença de oito anos para o ex-presidente argentino pelos contrabandos cometidos entre 1991 e 1995, sendo que Menem chegou a ficar preso por seis meses em 2001 por conta deste caso.
   
Roncagliolo recordou que a presidente argentina, Cristina Kirchner, pediu desculpas ao Peru durante uma visita oficial feita ao país no ano passado, a primeira de um chefe de Estado argentino em 16 anos. "Nós valorizamos muitíssimo esta declaração", afirmou o chanceler.
   
O ministro peruano afirmou que seu país deseja melhorar as relações com a Argentina e uma prova disso foi a visita feita pelo presidente Ollanta Humala a Buenos Aires antes de assumir o cargo, em julho deste ano.
   
O caso da venda ilegal de armas foi considerado "contrabando qualificado", já que na época em que teria sido feita a venda, o país estava proibido de comercializar qualquer tipo de armamento, nem ao Equador e nem ao Peru, uma vez que integrava o Acordo de Limites firmado entre Lima e Quito. (ANSA)

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