Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Chanceler não traiu regime, diz filho de Gaddafi

Apontado como o sucessor político do presidente da Líbia, Muammar Gaddafi, Saif Al Islam Gaddafi afirmou que nem ele nem seu pai se sentem traídos pelo ex-ministro das Relações Exteriores do país, Moussa Koussa.

Terça, 05 de Abril de 2011 às 02:35, por: CdB
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Apontado como o sucessor político do presidente da Líbia, Muammar Gaddafi,  Saif Al Islam Gaddafi afirmou que nem ele nem seu pai se sentem traídos pelo ex-ministro das Relações Exteriores do país, Moussa Koussa. O ex-chanceler, que deixou a Líbia na semana passada e está em Londres, na Grã-Bretanha, informou que não tem a  intenção de retomar suas funções na Líbia. Saif Al Islam Gaddafi afirmou que Koussa viajou à Grã-Bretanha por motivo de saúde e que o ex-ministro está muito doente. Segundo ele, o ex-chanceler sofre pressões por parte das autoridades britânicas para dar informações sobre o regime de Gaddafi. De acordo com o filho do líder líbio, Moussa Koussa recebeu autorização para deixar a Líbia. Islam negou que Koussa tenha detalhes incriminadores a respeito do atentado de Lockerbie ou de outros incidentes que contariam com a participação do governo de seu pai. O atentado de Lockerbie ocorreu em 1988 e provocou a explosão, sobre a cidade escocesa (Lockerbie), de um avião que ia de Londres para Nova York. O incidente provou a morte de 270 pessoas.– Os britânicos e os norte-americanos sabem sobre Lockerbie, eles sabem tudo sobre Lockerbie, então não há mais segredos, afirmou o filho de Gaddafi. Promotores escoceses pretendem entrevistar Koussa sobre o seu suposto envolvimento no ataque de Lockerbie. A Líbia admitiu responsabilidade pelo atentado, em uma carta enviada ao presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 2003. Em 2001, Abdelbaset Mohamed Ali Al Megrahi, um ex-oficial da área de inteligência líbia, foi condenado à prisão perpétua como o principal responsável pelo atentado. Mas ele foi  libertado pelas autoridades escocesas em 2009, por razões humanitárias, já que estava com câncer de próstata. O episódio despertou grande polêmica na Grã-Bretanha e suscitou dúvidas sobre os reais motivos da libertação, com alegações de que um acordo de bastidores teria sido costurado pelo então governo trabalhista britânico e o governo de Gaddafi, com vistas a romper o isolamento em que o regime líbio se encontrava. Os combates entre forças de oposição e tropas leais ao regime prosseguem na Líbia. Pessoas que fugiram da cidade de Misrata, a única grande cidade do Oeste da Líbia, que ainda está sob controle da oposição, relataram que correligionários de Gaddafi praticaram atrocidades contra civis para tentar retomar o controle. Segundo um morador de Misrata, havia corpos espalhados pelas ruas e os hospitais estão sobrecarregados. Um navio contendo mais de 250 pessoas feridas vindas de Misrata chegou a Benghazi.
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