Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

CHANCELER MEXICANA NEGA QUE TORTURA SEJA PRÁTICA DE ESTADO

Sexta, 15 de Julho de 2011 às 11:16, por: CdB

CIDADE DO MÉXICO, 15 JUL (ANSA) - A ministra das Relações Exteriores do México, Patricia Espinosa, negou hoje, durante uma coletiva de imprensa, que a tortura seja "uma prática de Estado".
   
De acordo com Espinosa, "são registrados apenas fatos isolados de violação aos direitos humanos".
   
As declarações da chanceler foram dadas em resposta a um informe entregue à alta comissária para os direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navy Pillay, no qual está colocado que no México permanece a prática "abominável" de torturas e expõe que "um dos maiores desafios" no país é "abater a impunidade".
   
O documento foi entregue a Pillay durante sua recente visita ao país, realizada a pedido do governo mexicano para constatar a situação prevalecente em matéria de garantias individuais.
   
Ao concluir sua missão de cinco dias, a comissária se mostrou "alarmada pelos altos níveis de impunidade que prevalece" no país, em particular em relação aos ataques contra jornalistas e ativistas dos direitos humanos e fez "um chamado urgente para que esta impunidade seja erradicada".
   
Em 27 de junho, por ocasião do Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura, a organização humanitária Anistia Internacional (AI) denunciou que a tortura e os maus-tratos são uma prática generalizada no México que "nem sequer precisa de um pretexto para utilizá-la".
   
Desde dezembro de 2006, quando o presidente Felipe Calderón assumiu o poder e adotou uma política de combate ao narcotráfico, calcula-se que cerca de 40 mil pessoas morreram em decorrência da violência.
   
Hoje, um dos chefes do Cartel de Jalisco Nueva Generación Martín Arzola e seu principal cúmplice, Erick Alcázar, foram detidos pela Polícia Federal durante uma operação realizada em Tlajomulco.
   
Arzola, conhecido como "El 53", mantinha o controle dos "grupos de operação" no município de Guadalajara, capital do estado de Jalisco, e de seus arredores.
   
Alcázar, por sua vez, tinha sob sua responsabilidade o transporte de dinheiro e a obtenção de informações de integrantes de cartéis rivais. (ANSA)

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