O chefe da diplomacia de Israel, Sylvan Shalom, sugiriu mais uma vez nesta terça-feira o cancelamento da retirada da Faixa da Gaza caso o Hamas vença as eleições palestinas de 17 de julho, uma opinião contrária a do primeiro-ministro Ariel Sharon.
- Seria totalmente ilógico executar o plano como se nada tivesse acontecido. É preciso considerar o que acontece e não se pode deixar o Hamas se fortalecer, pois quer destruir Israel - afirmou Shalom à rádio militar.
- Não devemos aceitar um processo se o mesmo culminar em suicídio", prosseguiu Shalom. "O Hamas quer seguir o exemplo do Hezbollah (uma milícia xiita libanesa) e criar na Faixa de Gaza um Estado Hamas - afirmou o ministro.
Shalom também sugeriu o impedimento da participação, pela primeira vez, do Hamas nas eleições para o Conselho Legislativo Palestino (CLP, Parlamento).
- Não existe um país no mundo que aceitaria deixar um grupo armado, que ameaça os Estados vizinhos, participar de eleições - disse.
Na segunda-feira, o premier Ariel Sharon anunciou que a retirada da Faixa de Gaza e a evacuação dos 8 mil colonos instalados nesta região, inicialmente prevista para o final de julho, começará em meados de agosto, quase um mês depois das legislativas palestinas.
A retirada começará imediatamente depois de 9 Ab, data do calendário judaico que corresponde ao 14 de agosto, período de luto, anunciou Sharon.
O processo de retirada deve durar três semanas.
Chanceler israelense sugere que Israel cancele retirada de Gaza
Terça, 10 de Maio de 2005 às 04:14, por: CdB