O chanceler da França, Bernard Kouchner, e o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reuniram-se na noite desta segunda-feira, no Palácio de Nariño, sede presidencial, onde dialogaram sobre o interesse de Paris na concretização do intercâmbio de 39 reféns por guerrilheiros presos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Ao finalizar o encontro, que durou uma hora e quinze minutos, Kouchner saiu do Palácio presidencial sem fazer declarações aos jornalistas.
Kouchner chegou a Bogotá às 16h locais e se reuniu com vário dirigentes políticos libertados pelas Farc entre janeiro e fevereiro deste ano.
O chanceler se reuniu também com Yolanda Pulecio, mãe da ex-candidata à presidência, a franco-colombiana Ingrid Betancourt.
O ex-congressista Luis Eladio Pérez, um dos libertados pelo grupo guerrilheiro, disse ao final do encontro que o interesse de Paris, expressado por Kouchner e que seria logo transmitido ao governo colombiano, era de "avançar nas propostas" para o intercâmbio humanitário.
Tais propostas, segundo Pérez, resumiram-se em quatro pontos: evitar as operações militares para o resgate dos reféns, buscar uma solução política para resolver esse problema, limar asperezas com a Colômbia, Equador e Venezuela, e escutar propostas que conduzam à libertação dos 39 reféns.
Kouchner estará nesta terça-feira em Quito e na quarta-feira na Venezuela, onde prevê se reunir com os presidentes Rafael Correa e Hugo Chávez.
A embaixada da França no Equador indicou que o Kouchner "irá reavaliar a situação dos seqüestrados" e "irá evocar a urgência de uma solução humanitária que permita conduzir à liberação dos seqüestrados pelas Farc na Colômbia".
Além disso, o chanceler "irá lembrar o interesse da França para que sejam retomadas as relações de confiança entre estes países".