O comandante do 15° Batalhão de Polícia Militar (Duque de Caxias), coronel Paulo César Ferreira Lopes, avisou nesta segunda que não irá à reunião marcada pela Comissão de Direitos Humanos da Alerj para esta terça-feira, às 10h, no Palácio Tiradentes.
Está mantida a audiência com o delegado Rômulo Vieira Alves, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), nesta quarta-feira, às 10h, na sala 316. Ambos foram convocados para prestar esclarecimentos sobre o andamento das investigações a respeito da chacina que vitimou 29 pessoas em Nova Iguaçu e Queimados, ocorrida no dia 31 de março.
O delegado, que é responsável pelo inquérito, será perguntado sobre os rumos da apuração para identificar os mandantes do crime. O presidente da Comissão, deputado Geraldo Moreira (PSB), já anunciou que pedirá abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as motivações da chacina, caso as investigações não cheguem aos mandantes do crime. Em audiência no último dia 19, a comissão ouviu o inspetor-geral da PM, coronel João Carlos Ferreira, que se defendeu das acusações de que estaria envolvido numa briga política com o ex-comandante do policiamento da Baixada Fluminense, coronel D'Ambrósio Francisco, e que isto teria motivado a chacina. Ferreira, que é ex-corregedor-geral da corporação, disse não ter qualquer pretensão política, rebatendo as insinuações feitas pelo deputado Paulo Ramos (PDT), de que a disputa entre os dois coronéis para as eleições de 2006 poderia ter provocado a tragédia.