No Oriente, o chá sempre foi um instrumento de busca do bem-estar. Não é à toa que o chá verde é a bebida nacional da China e do Japão. Cultivado na China há cerca de 4.800 anos, o chá chegou à Europa no início do século e se impôs na Inglaterra, onde substituiu o café após 1730 e se tornou a bebida típica do país.
No Japão, onde chegou no século 12, o chá verde é consumido quente ou frio, sempre sem açúcar. O "sencha", bebido a toda hora, representa 85% da produção, tem gosto equilibrado e aroma perfumado. O "bancha" fica mais exposto ao sol, produzindo uma bebida mais rica em catequinas -substâncias que atuam na redução do colesterol "ruim". Já o "matcha", pó que resulta da moagem das folhas do "sencha", é utilizado nas cerimônias do chá.
Mas chá não é somente tradição. Além de ser revigorante e estimulante, a erva tem outras propriedades comprovadas pela ciência. Sabe-se que o chá verde combate o envelhecimento precoce, ajuda a baixar as taxas de colesterol e previne alguns tipos de câncer. Tudo isso graças à abundância de flavonóides - substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres - e catequinas, que bloqueiam as alterações celulares que originam os tumores. Também foi comprovado que o chá verde acelera o metabolismo e ajuda a queimar gordura corporal.
Uma pesquisa realizada em 2004 com ratos, nos Estados Unidos, sugere ainda que o chá pode ajudar a prevenir diabetes e suas complicações, inclusive a catarata.
A indústria de cosméticos também aproveita as qualidades da erva: cremes à base de chá verde prometem dar viço à pele e aos cabelos, combater celulite e gordura localizada e proteger contra a ação dos raios ultravioleta.