Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

CGU: Dnit e Valec têm 66 irregularidades

A Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou 66 irregularidades, que remetem a um prejuízo potencial de R$ 682 milhões, em auditoria especial realizada no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e na estatal ferroviária Valec. Foram analisados 17 processos de licitação e contratos que somam um total de R$ 5,1 bilhões.

Sexta, 09 de Setembro de 2011 às 09:18, por: CdB
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A Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou 66 irregularidades, que remetem a um prejuízo potencial de R$ 682 milhões, em auditoria especial realizada no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e na estatal ferroviária Valec. A CGU informou que concluiu nesta quinta-feira a auditoria e está enviando o documento a órgãos como Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal e Ministério Público. Foram analisados 17 processos de licitação e contratos que somam um total de R$ 5,1 bilhões. Segundo a CGU, o relatório mostra que, tanto no Dnit quanto na Valec "raríssimos são os empreendimentos em que não há acréscimos de custos, muitos dos quais se aproximam do limite legal, algumas vezes até superando-os, tornando sem efeito os descontos obtidos nos processos licitatórios". As denúncias de irregularidades no setor de transportes do governo geraram uma crise que culminou com a queda do então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento e da cúpula do Dnit. No caso da Valec, as maiores irregularidades foram encontradas no projeto da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), com uma superestimativa de R$ 52,2 milhões. Segundo a CGU, tanto o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, quanto Nascimento deram pleno apoio aos trabalhos de apuração. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse não ter ainda condições de comentar o relatório apresentado pela CGU sobre contratos da pasta. Ele acrescentou que deverá se manifestar sobre o assunto assim que analisar o documento. – Não há como tecer qualquer comentário agora, porque ainda não tive acesso [ao relatório] –, disse Passos, na chegada ao ministério. . As investigações começaram no dia 6 de julho, por determinação da presidenta Dilma Rousseff, após as denúncias de desvio de verbas e superfaturamento de contratos na pasta. A crise resultou na saída do então ministro Alfredo Nascimento e de funcionários do Ministério dos Transportes, do Dnit e da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A .
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