O preço dos gêneros alimentícios que compõem a cesta básica subiu em novembro em 11 das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores elevações ocorreram em Brasília (6,40%), Aracaju (5,73%), Salvador (4,31%), Belo Horizonte (3,9%), Goiânia (3,86) e Natal (3,8%). A queda ocorreu em cinco cidades: Porto Alegre (-4,11%), Vitória (-1,56%), João Pessoa (-0,51%), Fortaleza (-0,17%) e Florianópolis (-0,09%).
O preço maior para o conjunto de produtos alimentícios básicos foi apurado em São Paulo (R$ 205,48), seguido pela capital gaúcha (R$ 205,18) e Rio de Janeiro, com R$ 194,92. Os menores valores foram verificados em João Pessoa (R$ 142,43), Recife (R$ 145,42) e Fortaleza (R$ 146,71).
Em novembro, o tempo de trabalho necessário para a aquisição dos gêneros da cesta básica, na média das 16 capitais pesquisadas, foi de 101 horas e 11 minutos, quase 2 horas a mais que o necessário em outubro, quando o comprometimento correspondia a 99 horas e 19 minutos. Em novembro de 2006, a jornada necessária era de 100 horas e 29 minutos.
O gênero que mais subiu no mês foi o feijão – teve elevação em todas as capitais –, com destaque para Aracaju (80,87%), Recife (36,19%), Belo Horizonte (35,90%) e Natal (35,69%).
A carne ficou mais cara, em novembro, em 15 capitais, em especial em Brasília (13,01%), Salvador (9,46%), Recife (9%) e Natal (8,76%). A única redução foi observada em Porto Alegre (-0,55%).
Apesar de na comparação mensal o preço do leite ter apresentado queda em oito localidades, em relação a novembro de 2006, houve aumento em todas as capitais. As principais elevações foram observadas em Salvador (40,54%), Porto Alegre (33,93%) e Curitiba (32,73%).
Com base no valor apurado para os itens essenciais em São Paulo, a pesquisa do Dieese estima que o salário mínimo necessário em novembro deveria ser de R$ 1.726,24 (4,54 vezes o valor do salário mínimo atual), levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
No acumulado do ano, todas as 16 capitais apresentaram alta no preço dos produtos alimentícios de primeira necessidade. As elevações mais significativas ocorreram em Salvador (17,35%), Aracaju (16,34%), Vitória (13,79%), Rio de Janeiro (13,73%) e Belo Horizonte (13,16%). A menor variação acumulada foi apurada em João Pessoa (6,39%), única cidade com alta inferior a 10%.
Cesta básica sobe em 11 das 16 capitais pesquisadas, aponta Dieese
Segunda, 03 de Dezembro de 2007 às 15:51, por: CdB