O prefeito César Maia vetou nesta sexta-feira o projeto de lei, aprovado pela Câmara dos Vereadores do Rio, que prevê que os guardas municipais passem a ser funcionários do município. Os vereadores ainda podem derrubar veto de César Maia e caso issoocorra, o prefeito pode recorrer na Justiça. O objetivo do projeto aprovado pela Câmara é evitar que os motoristas infratores recorram à Justiça para anular as multas.
Para o Ministério Público, os guardas municipais não podem aplicar multas já não fazem parte da administração direta do município e são ligados à empresa de vigilância municipal.
Em todo o Rio de Janeiro, 500 guardas municipais trabalham no controle do tráfego. Segundo a lei em vigor, eles também têm a função de fiscalizar. Atualmente aplicam, em média, seis mil multas por dia, mas o Tribunal de Justiça considera que estas multas não são válidas. Nos últimos cinco anos, R$ 300 milhões em multas foram questionados na Justiça. A prefeitura pode recorrer.
A proposta tornaria os guardas funcionários estatutários, submetidos ao estatuto do funcionário público. Mas o projeto de lei ainda precisa ser sancionado pelo prefeito César Maia.
Se a lei for aprovada, além das multas no trânsito, a Guarda também vai poder multar crimes ambientais e contra o patrimônio público. Ela vai ter poder de polícia, mas os guardas continuarão sem andar armados. A lei, se sancionada, vai valer apenas para as multas aplicadas depois da data da publicação.
A assessoria de imprensa da prefeitura do Rio informou que o prefeito César Maia ainda espera que a Câmara encaminhe o projeto. A Câmara dos Vereadores tem cinco dias para enviar o texto para o Executivo e o prefeito tem 15 dias para decidir se sanciona a lei.
César Maia veta poder de polícia à Guarda Municipal
Sexta, 15 de Dezembro de 2006 às 18:07, por: CdB