Cerca de nove pessoas morreram, nesta sexta-feira, em uma manifestação armada que teve inicío durante a madrugada, na cidade de Andijan, no leste do Uzbequistão. Os rebeldes protestam contra o julgamento de 23 executivos islâmicos acusados de extremismos.
A primeira ação dos rebeldes foi libertar os internos de uma prisão de segurança máxima. Os manifestantes também teriam invadido o prédio da prefeitura, fazendo 10 policiais reféns, segundo testemunhas.
O ministro do Exterior do Uzbequistão negou, que o prédio tenha sido dominado pelos rebeldes. Ele confirmou, entretanto, a morte de nove pessoas em um confronto com a polícia, depois que os manifestantes atacaram uma delegacia. Outras 39 pessoas foram feridas.
O Uzbequistão, ex-república soviética de maioria muçulmana, e aliado dos EUA na luta contra o terror, é governado por Islam Karimov - considerado um duro repressor dos extremistas islâmicos.
Segundo uma fonte ligada ao governo, que pediu anonimato, Karimov e outras lideranças do país já estariam se deslocando para Andijan para tentar conter a manifestação.
Cerca de dois mil manifestantes se reuniram no centro da cidade e não havia sinal de polícia nas ruas. A violência atingiu a região de Ferghana Valley, uma das mais pobres da Ásia central, entre as muçulmanas.
Diversos prédios no centro foram vistos em chamas. Tiros de metralhadoras são ouvidos esporadicamente. Ainda segundo o relato de testemunhas, ônibus e caminhões foram estacionados para tentar bloquear as ruas do centro da cidade.