Organização Internacional para Migrações diz que recebeu pedido de ajuda de 10 governos para retirá-los do país africano; agência precisará de US$ 11 milhões para evacuar e repatriar os grupos.
Pedido de 10 governos
Milhares de trabalhadores estrangeiros na Líbia continuam tentando fugir da violência no país surgida após os protestos contra o regime do coronel Muammar Kadafi.
Segundo a Organização Internacional para Migrações, OIM, o número de pessoas pode chegar a 50 mil. A agência informou que 10 governos já pediram ajuda para evacuar seus cidadãos da Líbia. Entre eles: Egito, Bangladesh, Filipinas e Nepal.
Fronteira
A OIM afirma que vai precisar de US$ 11 milhões iniciais, equivalentes a mais de R$ 18 milhões para repatriar os estrangeiros.
Em entrevista à Rádio ONU, antes do anúncio, o porta-voz do Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, William Spindler, disse à Rádio ONU, de Paris, que a Tunísia pediu ajuda para abrigar muitos migrantes que estão atravessando a fronteira com a Líbia.
"Estamos enviando um voo que leva tendas e outros artigos humanitários para até 10 mil pessoas. Estamos também a trabalhar para identificar e construir um campo de tendas para os recém-chegados. Até o momento as pessoas estão ficando em hotéis, abrigos e casa de familiares", disse.
Para a OIM, a situação mais grave é a de milhares de migrantes irregulares que trabalham na Líbia.
Nesta sexta-feira, o Programa Mundial de Alimentos disse que por ser um país que importa comida, a Líbia pode começar a ter problemas de escassez, muito em breve.
A OIM pediu aos doadores que enviem ajuda o mais rápido possível. Segundo a agência, muitos migrantes estão tentando cruzar as fronteiras da Líbia para fugir do país, colocando suas vidas em risco.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.