Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Cerca de 31 mil imóveis foram vendidos na cidade de São Paulo em 11 meses

Quarta, 12 de Janeiro de 2011 às 14:05, por: CdB

São Paulo - Entre janeiro e novembro do ano passado foram vendidos 30,9 mil imóveis na capital paulista, segundo dados divulgados hoje (12) pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Em 2009 inteiro, foram vendidas 35,8 mil unidades. Em toda a região metropolitana de São Paulo, que engloba 39 municípios, foram comercializados 58 mil novos imóveis entre janeiro e novembro de 2010. O Secovi estima que o setor deve fechar 2010 com 36 mil unidades vendidas só na cidade de SP.

A entidade estima em 67% o crescimento dos valores financiados com recursos da poupança em 2010, com um total de R$ 57 bilhões representando 450 mil unidades financiadas. Para 2011, esse montante deve crescer 50%, segundo estimativas da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e do Banco Central.

De acordo com o presidente do Secovi-SP, João Crestana, o crescimento registrado em 2010 foi decorrente do programa Minha Casa, Minha Vida e do processo de recuperação da economia mundial após o tombo da crise financeira de 2008/2009. “Isso traz a segurança, para todos, de que podem ter sua residência ou seu escritório. Foi um ano em que a sociedade resolveu que habitação é prioridade e que deve ser uma política perene para que possamos erradicar o déficit habitacional do país e oferecer, para toda a classe média, uma solução urbana”.

O presidente do Secovi-SP ressaltou que os maiores desafios do setor, em 2011, são a criação de instrumentos alternativos de captação de recursos para o setor imobiliário, tornar permanente o programa Minha Casa, Minha Vida e desburocratizar o mercado de imóveis. “A principal preocupação é manter a capacidade de pagamento em um país forte, mas isso não basta. Deve haver crédito, porque essa é a dupla que traz sucesso para a habitação”.

Crestana disse ainda que, na cidade de São Paulo, é preciso “fabricar terrenos” para novos empreendimentos. Devido ao preço alto dos terrenos, o setor está construindo novos empreendimentos em locais cada vez mais afastados do centro, o que obriga as pessoas a passar horas em deslocamento.

“A boa resposta para a população é tentarmos ver locais onde há galpões industriais em grandes quarteirões, que poderiam ser transformados em locais de urbanização com habitação verticalizada”, apontou ele.

Edição: Vinicius Doria

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