Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Cerca de 20 mil crianças estão em perigo no Iraque, segundo Unicef

De acordo com Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), pelo menos 20 mil crianças estão em perigo na cidade iraquiana de Fallujah

Quarta, 01 de Junho de 2016 às 08:43, por: CdB

A organização chamou "todos os lados do conflito a proteger as crianças em Fallujah, oferecer uma passagem segura para aqueles que desejam deixar a cidade

Por Redação, com Sputnik Brasil - de Genebra:

De acordo com Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), pelo menos 20 mil crianças estão em perigo na cidade iraquiana de Fallujah, informou o site do organismo internacional nesta quarta-feira.

Fallujah é uma cidade sunita na província de Anbar no Iraque, em que o exército iraquiano cercou os bairros, controladas por militantes do Estado Islâmico.

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Fallujah é uma cidade sunita na província de Anbar no Iraque, em que o exército iraquiano cercou os bairros, controladas por militantes do Estado Islâmico

– Pelo menos 20 mil crianças permanecem presas na cidade. Segundo os relatos divulgados, os alimentos e remédios estão acabando e tem falta da água potável. As crianças enfrentam o risco de recrutamento forçado e separação de suas famílias. As crianças que são recrutadas veem suas vidas comprometidas, porque elas são forçadas a transportar e usar armas, combatendo em uma guerra, diz o comunicado de Unicef.

A organização chamou "todos os lados do conflito a proteger as crianças em Fallujah, oferecer uma passagem segura para aqueles que desejam deixar a cidade e conceder as condições adequadas para os civis deslocados".

Fallujah se tornou um reduto do Estado Islâmico em 2014. Em 22 de maio, o governo iraquiano deslocou para a região pelo menos 20 mil soldados para combater os extremistas e avisou os moradores para abandonarem a cidade antes da operação. Relatórios recentes da mídia mostram que militantes do grupo EI começaram matar residentes que tentavam deixar a cidade.

Em 28 de maio, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) recebeu informações sobre mortes em Fallujah, segundo as quais centenas de famílias têm sido usadas como escudos humanos por militantes de EI.

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