Organização Internacional para Migrações disse que movimento pode aumentar após a crise política no Egito, que levou à renúncia do presidente Hosni Mubarak, na sexta-feira.
Movimento pode aumentar
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
Cerca de 100 migrantes egípcios chegaram à Sicília, na madrugada desta quarta-feira, incluindo 10 menores.
O grupo, transportado em dois barcos, foi identificado pelas autoridades italianas perto de Pozzallo, no sudeste da Sicília. A chegada dos egípcios ocorre dias após cerca de 2 mil tunisianos terem se refugiado na ilha de Lampedusa, também na Sicília.
Impacto
A representante da OIM em Portugal, Marta Bronzin, disse à Rádio ONU, de Lisboa, que o fluxo de refugiados egípcios para a Itália pode ter um impacto em toda a Europa.
"É demasiado cedo para dizer, sobretudo para os egípcios, que é uma manifestação ou consequência da nova situação, porque ainda é um número pequeno e este tipo de chegada de barcos já aconteceu no passado. Se calhar é preciso ter alguma cautela", afirmou.
Origem
Segundo a OIM, os migrantes são provenientes do porto de Alexandria. A agência já começou a checar a situação dos migrantes, incluindo dos menores.
Representantes da ONU e do governo italiano já estavam coordenando uma resposta à chegada de cerca de 2 mil tunisianos à ilha de Lampedusa. Muitos deles dizem que não estão seguros na Tunísia após a crise política do país. Mas para a OIM, a maioria dos tunisianos em Lampedusa é composta de "migrantes econômicos".
*Apresentação: