Na América Latina há 209 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, o equivalente a 39,8% da população. Apesar de alto, o índice representa uma diminuição de 0,8% em relação ao ano anterior, informou nesta segunda-feira a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal).
Deste total, 81 milhões, o equivalente a 15,4% dos habitantes da América Latina, vivem em condições de pobreza extrema ou indigência, pois não conseguem satisfazer suas necessidades básicas. No ano anterior, o total de pobres era de 213 milhões, dos quais 88 milhões viviam em condições de indigência.
Segundo as estimativas da Cepal, a região está no caminho certo em seu compromisso de reduzir à metade a pobreza extrema até 2015, no marco das "metas do milênio" estabelecidas em Monterrey, México, em 2000.
Ainda que os últimos dados representem uma diminuição pelo terceiro ano consecutivo, "não se deve esquecer que os níveis de pobreza continuam sendo muito elevados e que a região tem diante de si uma tarefa de grande magnitude", indicou a Cepal num informe entregue por seu secretário executivo, José Luis Machinea.
A tendência a uma diminuição do número de pobres na região ocorre devido a fatores como o crescimento sustentável da atividade econômica. O crescimento anual médio do Produto Interno Bruto (PIB) na região está próximo de 4,5%. "O último quadriênio (2003-2006) pode ser qualificado como o de melhor desempenho econômico e social da América Latina nos últimos 25 anos", destacou o informe.
O estudo da Cepal, baseado em antecedentes do ano 2005, também apresenta projeções sobre a magnitude da pobreza para o ano 2006. "O número de pessoas pobres e na extrema pobreza voltará a diminuir, alcançando, respectivamente, 38,5% da população (cerca de 205 milhões) e 14,7% (79 milhões)", indicou o documento.
As melhorias mais notáveis nas taxas de pobreza e indigência nos últimos quatro anos foram registradas na Argentina (de 45,4% para 26%) e na Venezuela (de 48,6% para 37,1%). No primeiro caso, há uma retomada do crescimento depois da forte crise socioeconômica que afetou esse país no início da década.
Outros países que tiveram reduções significativas no último quadriênio foram Chile (de 20,2% para 18,7%), Equador (de 49% para 45,2%), Colômbia (de 51,1% para 46,8%), Peru (de 54,8% para 51,1%) e México (de 39,4% para 35,5%).
Cepal informa que pobreza diminui na América Latina
Segunda, 04 de Dezembro de 2006 às 15:07, por: CdB