Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

CEOs de bancos gigantes acertam contas com autoridades monetárias

Sexta, 20 de Junho de 2014 às 10:02, por: CdB
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Aos 70 anos, o CEO do BES, Ricardo Salgado, deixa o cargo após uma série de investigações
O Banco de Portugal expressou, nesta sexta-feira, a determinação para que o presidente-executivo do Banco Espírito Santo (BES) deixe o cargo nas próximas horas. A notícia foi vazada para o noticiário econômico internacionais nesta manhã, após três pessoas familiarizadas com o assunto, na sequência da descoberta de irregularidades financeiras em uma empresa holding que detém uma participação no BES, conversarem com a agência inglesa de notícias Reuters. Uma equipe do banco central se reuniu na quinta-feira com representantes da família Espírito Santo, que controla o BES há décadas, para discutir seu futuro papel no maior banco listado em Portugal. Membro da família, Ricardo Espírito Santo Salgado é o presidente-executivo do banco. – Houve uma reunião ontem no Banco de Portugal e há uma probabilidade de haver algumas mudanças na gestão do banco, incluindo a saída do CEO – disse uma fonte. A imprensa local noticiou que Ricardo Espírito Santo estava para anunciar sua renúncia nas próximas horas. Reguladora do mercado financeiro do país, a CMVM suspendeu a negociação de ações do BES nesta sexta, aguardando esclarecimentos do banco sobre as notícias. O BES e representantes da família Espírito Santo não puderam ser imediatamente encontrados para comentar o assunto. Segundo os jornais portugueses, o nome de José Maria Ricciardi para CEO do BES já teria sido confirmado, tanto por pertencer à família Espírito Santo quanto por sua conduta sem questionamentos éticos à frente dos negócios, embora tenha havido discussões quanto à contratação de um gestor recrutado na equipe do CEO que ora deixa o cargo, Amílcar Pires, atual administrador financeiro. Diferenças E nos EUA, representantes do Bank of America pediram ao procurador geral dos Estados Unidos, Eric Holder, nesta manhã, para se reunir com Brian Moynihan, seu presidente-executivo, em uma tentativa de resolver diferenças sobre um possível acordo multibilionário envolvendo títulos de hipotecas de má qualidade vendidos pelo segundo maior banco dos EUA e suas unidades, de acordo com pessoas familiarizadas com as negociações. Negociadores do Bank of America e do Departamento de Justiça se encontraram há mais de uma semana e não têm planos de fazê-lo depois de uma série de reuniões não aproximá-los de um montante para o acordo, disseram as fontes. O acordo busca resolver várias investigações sobre o empacotamento de hipotecas de risco em títulos feito pelo banco. Uma investigação envolve o Merrill Lynch, que o Bank of America adquiriu no auge da crise financeira de 2008. O Bank of America tem discutido o pagamento de cerca de US$ 12 bilhões, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Já o Departamento de Justiça sugeriu o pagamento de US$ 17 bilhões na última rodada de negociações, e não viu a oferta do banco como uma proposta séria, disse uma fonte na semana passada. O porta voz do Bank of America Lawrence Grayson e a porta-voz do Departamento de Justiça Dena Iverson não quiseram comentar o assunto.
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