CEO da Rosneft prevê competição acirrada no mercado de energia
O presidente da maior produtora de petróleo da Rússia, Rosneft, e o mais influente executivo do setor de energia do país, Igor Sechin, disse que espera uma intensificação na disputa por participação no mercado global de energia.
O maior desafio para o setor de energia da Rússia é o forte aumento da competição nos mercados globais de energia, disse o CEO
Por Redação, com Reuters - de Moscou:
O presidente da maior produtora de petróleo da Rússia, Rosneft, e o mais influente executivo do setor de energia do país, Igor Sechin, disse que espera uma intensificação na disputa por participação no mercado global de energia.
- O maior desafio para o setor de energiada Rússia é o forte aumento da competição nos mercados globais de energia. No futuro, deverá haver uma acirrada disputa pela manutenção de participação nos mercados tradicionais e pelo aumento da fatia em novos mercados de energia - disse Sechin em entrevista.
A Rússia tem se fortalecido nos mercados da Ásia, onde a Arábia Saudita antes era o fornecedor dominante
A Rússia tem se fortalecido nos mercados da Ásia, onde a Arábia Saudita antes era o fornecedor dominante. Já Riad tem revidado com descontos agressivos no mercado europeu.
No ano passado, Sechin disse que a Arábia Saudita havia passado a fornecer para a ex-comunista Polônia a preços que considerou "dumping", enquanto o ministro russo de Energia, Alexander Novak, disse que a entrada dos sauditas nos mercados do leste europeu eram "a competição mais dura".
O executivo, um crítico da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse que o mercado global pode enfrentar falta de oferta em três a cinco anos, e os produtores poderão precisar negociar como dividir o aumento de oferta e explorar reservas estratégicas.
- O mercado está atingindo um equilíbrio mais rápido que os analistas previram - disse.
Ele também questionou os planos da Rússia de vender quase 20% da Rosneft como parte de um amplo programa de privatizações, dizendo que outras opções deveriam ser consideradas, uma vez que os baixos preços do petróleo e sanções internacionais relacionadas à crise com a Ucrânia derrubaram o preço das ações da companhia.
- Nós acreditamos que seria prudente considerar opções diferentes, incluindo convidar um investidor estratégico, nas atuais condições de dificuldade - disse.
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